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Autobiografia:
Nasci em Cachoeiro de Itapemirim, mas fiquei muito tempo sem dar conta de Roberto Carlos e Sérgio Sampaio. O primeiro porque era muito famoso e "tão romântico". Já o segundo porque era falado apenas pelos malucos e porque entes a família como "Dedé Caiano" e "Helinho Cachaça", irmãos do dito cujo, perambulavam pela cidade como nós. Lembro de Helinho dizendo que iria fazer um pulseira com meu nome, mas antes precisava dar um beijo na Katia - Katiaça.
Somente em Viçosa das Minas Gerais que entendi da importância desses caras pra música nacional. Um porque era famoso "pracarai" e referência no movimento da jovem-guarda e o outro porque eu me tornara um daqueles malucos. Terminando a faculdade e o mundo de descobertas musicais (apenas musicais, no máximo transcendentais!) fui-me embora para Manaus trabalhar com Terceiro Setor. Fiquei pouco por lá, pois não dei conta da saudade, da tapioca pela manhã e nem dos carapanãs. Eita terrinha boa, gente boa, oportunidades e tal, mas algo dizia que tinha algo maior me esperando em outro lugar.
De volta ao estado natal em 2005, desta vez na capital, comecei a me inscrever nuns festivais, fazer umas festinhas e tocar nuns barzinhos. Foi quando resolvi que a vida de 08 da manhã às 06 da tarde não era pra mim. Em 2007 formei o Tabacarana com Andrey Junca, um puta baixista que me apresentou outro músico sensacional, Thiago Vieira, baterista. O Tabacarana até hoje faz o que nos propomos a fazer desde o início: música pra dançar ao som de um powertrio! Disco lançado e turnê por 4 países da Europa, tocando nas casas e festivais mais conceituados de música brasileira nós estamos firmes na missão, na batalha.
O lance foi que muitas músicas que eu compunha não cabiam no repertório da banda e eu sentia que queria experimentar outras sonoridades pra essas composições. Convidei o guitarrista e produtor Rodolfo Simor para missão comigo e depois de alguns experimentos saiu o "O que meu samba tem".
Sempre fui conhecido por tocar bossanova, sambarock, chico buarque, jorge ben, samba de lá, samba de cá. Nunca tive pai batuqueiro nem mãe que cantarolasse e tivesse rebolado na roda de bamba. Nunca bati na palma da mão quando moleque, conheci um cavaco com 18 anos e até hoje confundo rebolo com tantan.
Eu tinha mesmo que fazer do meu jeito!
Integrantes:
Rabujah
"O que meu samba tem" é:
Juliano Rabujah: vocal, guitarra, violao, programaçao e synth.
Rodolfo Simor: guitarra, programação e synth
Andrey Junca: baixo
Henrique Paoli: bateria
Bento Abreu (Solana): bateria faixa 2
NegoLeo (Zemaria): bateria faixa 10
Amélia Barretto: vocal faixa 5
Bruno Venturim: piano rhodes faixa 5
produzido e arranjado por Rodolfo Simor
coproduzido e arranjado por Juliano Rabujah
E-mail: julianorabujah@gmail.com
Origem: Vitória - es (Brasil)
Estilo
Neo MPB Triphop Groove Experimental